Erro bizarro de saída de bola em Palmeiras x Fluminense pode levar jogo aos tribunais, alerta Simon
- 26/02/2026
A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Fluminense, nesta quarta-feira (25), na Arena Barueri, em duelo pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro, acabou chamando atenção por algumas situações envolvendo a arbitragem.
Além da reclamação por parte carioca sobre o pênalti de Fábio em Vitor Roque, outra cena inusitada acabou sendo destacada por Carlos Eugênio Simon, comentarista da ESPN e ex-árbitro. Isso porque o Palmeiras acabou dando a saída de bola nos dois tempos.
De acordo com Simon, a situação poderia levar o caso aos tribunais. “O Palmeiras deu o início e o reinício do jogo. Isso não tinha visto. É um erro de procedimento. Se o Fluminense protestar, a partida pode parar no tribunal, mas dificilmente vai mudar o resultado do jogo“, destacou.
Entendendo a regra citada em lances de Palmeiras x Fluminense
Mandante na Arena Barueri, o Palmeiras deu o início de jogo no primeiro tempo com toque de Maurício. Na etapa final, quando a situação deveria ser revertida, Vitor Roque acabou dando a saída. A cena acabou passando despercebida por quase todos.
Para Carlos Eugênio Simon, a arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima (MG) deveria estar mais atenta. “O árbitro precisa ficar mais concentrado. Até isso acontece com a arbitragem brasileira“, comentou.
Palmeiras deu a saída de bola nos dois tempos do jogo contra o Fluminense.🗞️ @nevesmarcello 📸 Reprodução/GE TV pic.twitter.com/uQo3DiRHTA
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) February 26, 2026Mesmo com o erro, o livro de regras da IFAB não aponta uma infração neste caso, mas é um erro claro de procedimento e pode ser protestado junto à CBF. Na “regra 8”, é pontuado um tiro livre indireto em caso de dois toques pelo mesmo jogador. Em outra situação, um toque de mão na bola é concedido um tiro livre direto ao time adversário.
Freytes afirma ter avisado o árbitro sobre erro
Logo após o jogo, o zagueiro Juan Freytes, do Fluminense, revelou na zona mista que havia percebido o erro no início do segundo tempo. Ainda de acordo com o defensor, o árbitro não permitiu que ele se aproximasse para reclamar.
“O juiz havia me falado que eu não deveria falar com ele. Porque se não eu ia levar cartão. Eu gritei a ele, mas ele não escutou. Então, já havia começado o jogo. Então são coisas que precisamos estar mais ligados nisso“, destacou o defensor argentino do time carioca.
















